A Páscoa deve movimentar R$ 218 milhões na economia de Mato Grosso do Sul, entre gastos com chocolates e comemorações, neste ano.
O montante é 12,80% menor do que o movimentado no mesmo período do ano passado, que foi de R$ 250 milhões.
É o que aponta levantamento do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul (IPF-MS) e do Sebrae, divulgado nesta terça-feira (22).
Conforme a pesquisa, do total, R$ 101,14 milhões serão destinados à compra de presentes, queda de 39% no comparativo com 2021, enquanto as comemorações devem somar R$ 117,51 milhões, queda de 26%.
Segundo o presidente da Fecomércio, Edison Araújo, a retração na inteção de consumo se deve ao atual cenário econômico, além do aumento de preços de vários produtos.
“A queda se deve ao momento econômico que vivemos, considerando a inflação e taxa de juros que fazem com que o consumidor perca seu poder de compra”, disse.
“Ainda assim é uma data muito importante, considerando que mais da metade da população deve ir às compras”, acrescentou.
Das pessoas que responderam a pesquisa, 54,10% afirmam que irão presentear, enquanto 43,20% irão comemorar de outras formas.
O valor médio dos presentes deve ser de R$ 125,85, enquanto as comemorações devem atingir investimento médio de R$ 183,12.
Chocolates e ovos de Páscoa continuam sendo a preferência para compras no período, com a maioria afirmando que irá comprar os ovos à venda nos esta estabelecimentos, mas uma boa parcela (9%), optando pelos ovos de chocolate caseiros.
Quase metade dos consumidores devem comprar três ou mais chocolates.
Quanto aos presenteados, 51,3% serão os filhos, 23,2% presentearão os cônjuges, 21,6% afilhados e sobrinhos, 16,55% os pais e 11,26% a si mesmos.
Lojas físicas são preferência para compras. O desconto para o pagamento à vista é considerado pela grande maioria como um atrativo.
“É importante que o empresário esteja atento aos fatores que mais contam na definição de compra. Quase 80% querem desconto para pagamento à vista e o segundo fator mais importante é o atendimento, citado por 32,38% e, em terceiro, a variedade, apontada por outros 23,72%”, diz a economista do IPF, Regiane Dedé de Oliveira.
Quanto às comemorações, 78% o farão em família, preparando a alimentação; 10,4% almoçarão com familiares em restaurantes; 6% irão comemorar na igreja e 4,4% pretendem comprar refeição pronta.
Peixe
A pesquisa também abordou o consumo de pescados, tradicional na época, especialmente na Semana Santa.
Daqueles que irão comemorar a Páscoa, somente 14,7% dizem que não irão consumir pescado.
Os peixes preferidos são o pintado (19,1%), o pacu (18,2%) e a tilápia (14,4%).
Pesquisa foi realizada em oito cidades do Estado, de 10 de fevereiro a 1º de março, e ouviu 1.686 consumidores.
A pesquisa tem confiança de 95%.





