Membros de facções criminosas e até policiais foram alvos de operações em MS durante 2018

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O ano de 2018 foi marcado pelas operações deflagradas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), Polícias Civil e Federal. Entre os alvos estão policiais militares, civis, diretor de hospital e membros de facção criminosa. Relembre as principais operações.

Deflagrada a primeira fase no dia 16 de maio, a “Operação Oiketikus” mirou em policiais militares que em sua maioria atuavam como facilitares para a passagem de cargas de contrabando de cigarros. Ao todo, a Corregedoria da Polícia Militar e o Gaeco cumpriram 66 mandados, sendo 21 de prisão e 45 de busca e apreensão. Entre os alvos estavam oficiais e praças da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, incluindo comandantes de unidades em municípios do interior.

Lisberto Sebastião de Lima, Elvio Barbosa Romeiro, Vandison de Pinho, Ivan Edemilson Cabanhe e Erik dos Santos Osuna viraram réus e foram condenados pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Angelúcio Recalde Paniagua e Jhondnei Aguilera também tiveram condenação pelos mesmos crimes agravados pelo fato de que, para a Justiça, a dupla exercia o comando do esquema criminoso. O Sargento Ricardo Campos Figueiredo foi condenado a mais de 18 anos de prisão e expulso da PM.

No dia 17 de maio, “Operação Luz na Infância 2” cumpriu em todo o Estado nove mandados de busca e apreensão. Na Capital, equipes do Garras (Grupo Armado de Resgate e Repressão a Assaltos e Sequestros) cumpriram cinco mandados. A segunda fase da Operação Luz da Infância contou com a participação de 2,6 mil policiais civis em todo o país.

Foto: Marcos Ermínio

A ação aconteceu também em Naviraí, Glória de Dourados e Dourados, onde computadores com vídeos e fotos pornográficas com crianças e adolescentes foram apreendidos em uma casa. Entre os presos estavam Policial Civil, engenheiro, arquiteto, empresário, músico e técnico em eletrônica. Em 22 de novembro policiais voltaram às ruas e prenderam um militar do Exército, funcionário da Câmara de Vereadores de Jardim e um comerciante.

No dia 12 de junho, o alvo do Gaeco foi o PCC. Denominada “Operação Paiol”, o objetivo era desmantelar facção criminosa, três mandados de prisão foram cumpridos em Campo Grande, levando à prisão de Tânia Cristina Lima de Moura, a esposa de ‘Tio Arantes’, chefe da facção. Tânia era responsável pela movimentação financeira do grupo. Também foi preso na época um agente penitenciário que fazia o tráfico

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