Programa de reforma de escolas públicas com mão de obra de presidiários será levado a outras unidades da federação. Em visita a Campo Grande, nesta sexta-feira (14), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, confirmou que a iniciativa será incluída em outro programa, o Justiça Presente, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que ele também preside.
A principal agenda do ministro, que também visitou os tribunais de Justiça, Regional do Trabalho, e também o fórum da Justiça Federal, foi na escola Lino Vilachá, localizada no Bairro Nova Lima, região Norte de Campo Grande. A unidade é a 12ª escola pública reformada por meio do programa.
“Este trabalho de ressocialização é muito importante, e o trabalho do juiz Albino (Coimbra Filho) mostra que ressocializar é possível”, afirmou Dias Toffoli. “Ver o reeducando dentro da escola também é muito simbólico, não é?”, comentou o presidente do STF.
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB), presente no evento, também elogiou a iniciativa. “É um ganha-ganha. Ganha o governo, que reforma as escolas por um custo menor, ganha o presidiário, que tem a oportunidadea de trabalhar, e ganha toda a sociedade”, pontuou.
Na foto, o presidente do Tribunal de Justiça, Paschoal Leandro; o presidente do STF, Dias Toffoli; o diretor da escola, Olívio Mangolim; e o governador Reinaldo Azambuja – Valdenir RezendeENTENDA
A obra da Escola Lino Vilachá, de R$ 398,5 mil, foi totalmente bancada com o 10% dos presos que trabalham via convênio na comarca de Campo Grande. O único custo para o poder público é o pagamento de um salário-mínimo por mês para cada preso, que o Judiciário chama de reeducando.
Na volta às aulas, no próximo dia 19 de fevereiro, os 1.110 alunos – matriculados do 4º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio e profissionalizante – encontrarão prédio totalmente reformado.
A reforma contemplou a reestruturação completa da instituição, desde a parte hidráulica, elétrica, calçamento, revestimento, colocação de pias, forro de PVC, serviços de serralheria, pintura e paisagismo.
“A escola vai completar 35 anos no dia 7 de março e tinha problemas de infraestrutura. Quando chovia alagava porque não tinha escoamento e os ralos estavam entupidos. Além disso, o local parecia um presídio. Agora as grades das salas foram retiradas, derrubamos o muro da fachada, a escola ganhou pintura e iluminação novas”, lembrou o diretor Olívio Mangolim.




